Israel novamente cometeu abuso de força, atacando três navios de ajuda humanitária à Gaza, ainda em águas internacionais e matando pelo menos 19 pessoas e ferindo outras 30.
A ação - que na opinião de líderes mundiais é uma grosseira infração aos direitos internacionais,coloca a opinião pública contra Israel, que já havia provocado protestos em outros atos considerados criminosos, como o bombardeio do prédio da ONU em Gaza, em janeiro de 2009.
A ação conta com o agravante de que os navios exibibiram bandeiras brancas, ignoradas pelas forcas israelenses.
A pergunta é a seguinte: de que maneira Israel pretende convencer o mundo de que têm direitos sobre a Palestina utilizando violência extrema e desprezo às leis internacionais?
A tensão no Oriente Médio deixa o mundo em alerta, uma vez que não existe hoje qualquer condição de isolamento das guerras e disputas territoriais que extrapolam a soberania dos paises, diante da interdependência mundial.
A ação de Israel enfraquece também o apoio às pressões contra o Irã e cria um ambiente de desconforto e desconfiança.
O Governo português exprimiu a sua "profunda preocupação" com o ataque israelita a Faixa de Gaza, lamentando a perda de vidas humanas.
"Condenamos com veemência essas práticas desumanas de Israel. Esse incidente deplorável, que aconteceu em mar aberto e constitui uma violação flagrante das leis internacionais, pode levar a consequências irreparáveis em nossas relações bilaterais", declarou o Ministerio das Relações Exteriores da Turquia
"O que vimos essa manhã foi um crime de guerra. Esses eram barcos civis, carregando civis e bens civis - remédios, cadeiras de roda, comida, material de construção - destinados aos 1,5 milhão de palestinos confinados sob um cerco cruel e criminoso de Israel. E, por conta disso, muitos pagaram com suas vidas. O que Israel faz em Gaza é chocante; nenhum ser humano decente e informado pode dizer o contrário", disse por sua vez Saeb Erekat, negociador-chefe palestino
"É revoltante que eles tenham abordado e atacado civis. Somos civis", mnaifestou-se Greta Berlin, porta-voz do Movimento Free Gaza.
A posição da União Européia é a de imediata suspensão do bloqueio à Gaza por Israel.
Assim como em erros anteriores, Israel justificou a sua maneira o ataque, dizendo "ter sido agredida primeiro". Os navios levavam cerca de 10 mil toneladas de suprimentos, que segundo Israel "serão entregues a Gaza por vias oficiais"...(AC)
----------------------------------------Os habitantes de Gaza, reféns de Israel - situação insustentável!-------------------
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