quinta-feira, julho 05, 2007

Empresas aéreas e vôos rasantes


Depois de anos de investimento para popularizar o uso das viagens aéreas, as empresas estão determinadas a não reduzir a concentração de vôos nos horários de pico!
Tampouco aceitam reduzir as horas de uso de cada aeronave para colaborar com o fim do caos nos aeroportos. As empresas aéreas reclamam de falta de infra-estrutura para o atendimento!

Devagar e em meio a muita confusão, a verdade que se esconde sob atos dramáticos como a greve de controladores de vôos e agora o atrito entre empresas aéreas e governo, vai aparecendo.
Pode-se observar, por exemplo, que a crise é resultado de um conjunto de erros passados, como a ausência de maior controle do crescimento e investimento, assim como da própria popularização, do setor aéreo.

Certamente houve despreparo quando os preços dos bilhetes caíram em conseqüência da guerra tarifária que ocorreu no setor entre 2002 e 2003.
Quem já viajava de avião, principalmente a classe média, começou a fazê-lo com mais freqüência.
Aconteceu também a troca de companhia, na escolha da menor tarifa. Entre 2002 e 2004 houve um crescimento da demanda de 16% , segundo o DAC (Departamento de Aviação Civil).
Mesmo as classes C e D passaram a comprar mais bilhetes aéreos, em geral por companhias de vôos fretados, como o caso da BRA.
Mas o setor não estava preparado para isso! Parece que a infra-estrutura dos nossos aeroportos está longe de comportar a demanda atual, com a economia necessária (para manter a atração no transporte aéreo).
O recurso encontrado? Está aí! Como sempre, as empresas aéreas exigem uma participação do governo maior do que seria esperada em um setor onde a administração não é pública, mas privada!

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