Acompanhar a votação na sessão deste dia 15 de setembro no Supremo foi um exercício de montanha russa, Isso porque ao lado de excelentes colocações, como a de Flávio Dino, da impaciente explanação do ministro Gilmar Mendes e das explicações de Alexandre de Moraes sobre a confusão desse "julgamento", que na verdade não era julgamento de fato, o momento despencava ao mostrar um hesitante Fachin, uma péssima argumentação de André Mendonça e a evidente insegurança de dos ministros Fux, Nunes Marques e Toffoli.
A ministra Carmem Lúcia até pediu desculpas por não ter conseguido evitar uma situação que deixou bem clara a divisão no STF entre a lei e a interferência política.
Eu fico pensando como é que pode uma coisas dessas!
Mas para quem é leigo em Direito e na interpretação da tal hermenêutica jurídica, uma maneira pomposa de referir-se aos critérios necessários para a interpretação das leis , calma! Muita calma nessa hora porque a verdade de toda estrutura jurídica é uma só: buscar justiça de um lado e distorcer a justiça de outro...para isso existem os advogados do diabo...
Leigos entendem muito bem essa expressão. Advogado do diabo, quando surgiu séculos atrás, tinha até um cargo oficial na Igreja . Essa pessoa tinha como função usar de todas as objeções e argumentos, para buscar falhas em possíveis candidatos à santidade para garantir uma canonização sem dúvidas. O Papa João Paulo II extinguiu essa função em 1983.
Mas de lá para cá advogados do diabo não regulam canonizações, muito pelo contrário, usam de seu poder de enrolação jurídica para tornar criminosos inocentes e corruptos em santos homens de bem. O tema foi até objeto de um filme de terror com os excelentes Al Pacino e Keanu Reeves, o primeiro o próprio diabo que tinha uma firma milionária de advocacia em Nova York, o segundo um cara honesto que se deixa corromper pelo poder financeiro gerado pelas estrepolias diabólicas.
Pois então, longe de afirmar que o John Milton, o diabo personagem do filme, está soprando na orelhas mais suscetíveis a arte de enrolar da letra da Lei, podemos pelo menos encarar a realidade de que o STF está dividido entre gregos e troianos.
Não é preciso ser versado em textos jurídicas para saber o que todo leigo com inteligência média já sabe: juizes de todas as instâncias dependem de "equilibrio rigoroso, muito conhecimento e técnico e sensibilidade para tornar a justiça eficiente e equânime". Até a IA sabe disso.
Mas também precisa ser neutro, para evitar cair na rede dos demoniozinhos da extrema direita, como Vorcaro. Não pode participar de festinhas, de cruzeiros, de viagens mesmo que seja para congressos.
Flávio Dino é o novo herói nacional, porque a população leiga que assistiu a votação no STF mostrou fortíssima formação jurídica! Além disso é um homem prudente e justo. Moraes não deixou de ser aclamado porque o jogo bolsonarista não funcionou, por evidente burrice de seus articuladores! O decano Gilmar Mendes falou exatamente o que todo mundo percebe e também foi aplaudido pela população, porque alguém precisava romper as artimanhas da extrema direita. Aliás, os EUA de Trump voltaram a espumar de ódio, avaliando revogação de vistos e a tal lei Magnitsky contra os ministros do Supremo que não se curvaram às suas intenções e defenderam a soberania brasileira e a ,lisura do STF.
(Mirna Monteiro)



O grande desafio hoje e saber onde está a verdade. Em grandes aglomerados jornalísticos? Ou em blogs na internet? Talvez no seu jornal de bairro?









