quarta-feira, maio 20, 2026

VOCÊ NÃO É ESQUERDA, NEM DIREITA?

Como você define seu voto em um país democrático? 

É essa a pergunta que a maioria esmagadora dos brasileiros não sabe responder. Por que? Porque não existe capacidade de estabelecer o que significa realmente o peso do seu voto. 

A maioria da população não tem acesso à  informação e conteúdo  da relação de  cada cidadão com a política. Quantas vezes não ouvimos esta frase: "Não sou direita, nem esquerda"...Tudo bem, então se é o que? Como se vota se não houver uma definição da ideologia política, que demonstre qual é a intenção de um partido político quando tiver poder de decisão sobre a vida e morte do cidadão através  de leis e ações?

A verdade é que não existe educação política. Claro, a escola ensina que temos uma Constituição e os três poderes, Judiciário, Executivo e Legislativo. Mas ninguém entende direito o que isso significa e como um regime democrático pode se transformar em um autoritarismo do Legislativo com o voto manipulado e inconsequente!





No palanque improvisado sobre um caminhão, a pessoa, em meio ao grupo que se espremia na carroceria, de microfone em punho, berrava aflito que "as elites não iriam impedir a classe trabalhadora de revolucionar este país" e abertamente reforçava o discurso de "elite x povo".
Esquerda é isso?
E aqueles que defendem berrando  "pátria, família e deus" , que se dizem conservadores, mas que na verdade são outro extremo, o da direita, que coloca o poder nas mãos de uma "elite econômica"?

Que confuso, não é? 

É essa a confusão do brasileiro (e de cidadãos do mundo todo) quando se fala em política e resume-se à questão dos conflitos em duas metades: direita e esquerda!
Será assim tão simples?

"Esquerda e direita" ajudou a definir a luta da população na Revolução francesa, no finzinho do século 18, quando a situação ficava à direita e os insatisfeitos à esquerda do presidente no parlamento. Ou seja, foi casual, mas marcou a referência: aqueles que desejavam manter uma política basicamente voltada para o capital, pragmática e seletiva (lado direito) e aqueles que não aceitavam essa condição rebaixamento social, reivindicando maior justiça social, equiparando as condições de sobrevivência de todos os cidadãos (sentados do lado esquerdo)

O que aconteceu ao longo do tempo?

A simplificação da política não foi bem sucedida. Houve subdivisões da ideia "direita, esquerda" e surgiram na Europa as variações que buscavam uma realidade prática da política.

A esquerda, assim como a direita, tem seus extremos e portanto houve necessidade de nominar as caracteristicas dos movimentos políticos. Extrema esquerda entre os mais radicais, que defendiam o comunismo e o trotskismo  (nivelamento da sociedade).
Centro-esquerda os grupos que defendiam o socialismo-democrático, progressistas e social-democratas (e ambientalistas, humanistas). Nesse caso não há rejeição ao capital e aos recursos econômicos, mas também não se exclui os direitos humanos básicos.
Já a direita também pode ser dividida entre radicais (com politicas que chegam ao fascismo ou nacional socialismo), conservadores que privilegiam o pragmatismo e o capital em detrimento das condições da massa, se assim for preciso, ou democratas cristãos, que são conservadores em assuntos sociais. 

Em outras palavras, não consideram as necessidades sociais uma prioridade, se elas vierem a modificar a prática do capital. 

A interpretação de que "esquerda é comunismo" é um equívoco alimentado pela "direita", que explorou o receio da massa em perder bens e liberdade com "essa ameaça". O comunismo é apenas uma ideologia de esquerda, baseado na teoria da igualdade, que dificilmente conseguiu ser aplicada.

A predominância da esquerda  é a democracia baseada na redução da pobreza e na abertura  de condições de sobrevivência dignas, com acesso à educação e saúde. Não pretende nivelar a sociedade, mas evitar desajustes que levem ao desequilíbrio nocivo do meio. Seria o chamado Progressismo, que admite o capital, mas busca redução da concentração da riqueza em uma minoria (que aumenta a pobreza e sobrevivência da maioria) e o acesso de toda a população a educação e saúde de qualidade. 

Não tem cabimento interpretar a esquerda como "comunismo" ou anti-democracia. O problema é a verdadeira barafunda que polariza e acaba servindo de escada para a extrema direita.
Por essa razão a esquerda radical acaba prejudicando os movimentos de esquerda que tentam reabilitar a democracia e preservar os direitos. São ferozes em suas críticas aos acordos com conservadores em governos democráticos, considerando a necessidade de  "acabar" com os moldes das politicas econômicas, ao invés de encontrar novos parâmetros de convivência entre as necessidades do capital e a dignidade humana.

E assim como os radicais de direita, os radicais  de esquerda tem um ponto comum: reforçam a ideia de luta de classes e a existência de uma "raça superior" traduzida na palavra "elite".

Elite, na verdade, ´traduz o que é mais valorizado. Ora, usar esse termo em um momento de confusão da informação, como este que vivemos, acaba reforçando também a ideia de fragilidade popular, diante de "semideuses" valorizados. 
Quem apoia fracassados? 
Ora, as classes que tentam subir economicamente acabam aderindo à essa falsa ideia de "superioridade" social e acabam apoiando ideias de radicais de direita ou direita conservadora, por mera ilusão, voltando-se contra a "esquerda" que seria "dos pobres".

O termo "elite e plebe" portanto, é uma arma contra a democracia de fato, usada pelos extremistas de direita e de esquerda. Prejudica a esquerda que busca o equilibrio através da democracia, discutindo a miséria e as políticas econômicas de maneira mais realista e produtiva para todos, ricos, remediados ou pobres!

 Hoje não temos nobreza. Apenas pobreza. Esse tipo de discurso de classes fortalece setores conservadores e ratifica a sensação de fragilidade da sociedade. Aí temos este quadro: de um lado os grupos que têm poder econômico (e portanto político). De outro os grupos sociais e politicos que misturam teorias de esquerda radicais e pouco funcionais (não há muito espaço para defesa de divisão equitativa entre os cidadãos do mundo) e aqueles que de fato defendem a democracia plena, buscando um equilibrio das realidades. E no meio temos a imensa massa de pessoas que não entende nada e fica balançando entre um e outra influência. (Mirna Monteiro)

sábado, maio 02, 2026

EXISTEM CÉREBROS CORRUPTOS?

 


Provavelmente você já ouviu falar em cérebro corrupto.  Ou seja, a corrupção não seria simplesmente uma questão de caráter, mas uma tendência do indivíduo que teria sua origem em um defeito nos genes, assim como outros problemas como o retardo mental ou a psicopatia.
O assunto já foi muito discutido em simpósios neuropsiquiátricos e resume uma óbvia constatação: o cérebro corrupto demonstra um comportamento que viola o senso natural de justiça simplesmente porque  não consegue  avaliar e sentir sentimentos morais, como repulsa e nojo, necessários para a rejeição de atos que prejudicam o semelhante, como a corrupção e outros crimes.

Se assim for, teríamos uma explicação razoável para a corrupção e a violência que acontecem  cada vez mais em várias partes do mundo desde as décadas de 60 e 70, justamente o período de grandes transformações nos costumes e na moral das sociedades, pressionadas por uma mídia poderosa que derrubou antigos conceitos e  crenças, substituídos pelo culto ao supérfluo. 
Mas com o acesso à internet e às infindáveis possibilidades de expressão sem consequências, a quantidade de pessoas intolerantes com o semelhante e muito abertas à corrupção, disparou!

O cérebro corrupto é oportunista. Em um ambiente sem moral ou de baixa vigilância ele solta as rédeas e "faz a festa", ciente de que não haverá consequências.

Quer dizer que o cérebro corrupto raciocina, sabe que comete um crime ou erro grave, dependendo do tipo de sua corrupção o suficiente para frear ou não as suas ações. Mas não acha que está errado, apenas tem medo de ser punido. É a expectativa de ter seu crime descoberto que impede a corrupção de acontecer.

Muito interessante. A boa notícia é que esse defeito que leva ao cérebro corrupto acontece com uma minoria, assim como a psicopatia que pode levar aos assassinatos seriais, ou "serial killers".
A má notícia é que o chamado "neuromarketing", que busca atingir as áreas do cérebro para tornar propagandas - políticas ou comerciais - mais poderosas, torna as pessoas que não tem o cérebro corrupto, mas apenas um cérebro influenciável, apáticas em relação aos crimes de corrupção, como se eles fossem uma espécie de ficção que não representaria ameaça a elas. O que, obviamente, é um engano perigoso.

Eis aí uma batalha entre o Bem e o Mal: respeitar as regras criadas em textos legais e acordos sociais para manter a paz, ou atropelar todos os direitos comunitários em troca de poder individual, levando à guerras que podem ir desde uma discussão doméstica ou no trânsito, até confrontos perigosos no mundo. 

 Uma característica das pessoas da extrema direita é a impossibilidade de reconhecer o direito alheio e o equilíbrio da natureza. É como se enxergassem seres humanos, animais, plantas, enfim, com olhos de predador primitivo.

sexta-feira, maio 01, 2026

UM PLANETA DE TOUPEIRAS

 EUA e Israel agem como se tivessem poder para destruir o mundo.

Não é a toa que Israel possui 1,5 milhão de bunkers! Públicos e privados!

Talvez provoquem o mundo no "vai ou racha": ou conseguem centralizar o poder mundial atuando como terroristas, ou acabam provocando uma guerra de consequências desastrosas, confiando em seus abrigos sob o solo.

Vão imperar em um planeta destruído...caso sobrevivam como toupeiras...

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