segunda-feira, janeiro 05, 2026

INVASÃO, SEQUESTRO E ASSASSINATOS, A SAGA DOS EUA NA VENEZUELA

Os EUA tentam se impor através do medo e da humilhação de líderes de países que se recusam a ser comandados por interesses externos. É uma espécie de "lição" que evidencia a ameaça a todos que se recusarem a ajoelha-se diante de suas vontades econômicas e políticas.

Isso não é novidade. Mas a exposição clara de suas ações é inédita!

Os grupos de poder extremista sediados principalmente nos EUA, que atuaram no último século financiando o poder cultural e domínio da mídia para comandar a economia mundial e criar o maior poder bélico do planeta, agora, diante da perda de influência no mundo global, abrem o jogo para invadir abertamente a América Latina.

A pergunta é: por que o mundo que depende do livre comércio e da ética internacional parece reticente  em obrigar um recuo dos interesses nocivos dos EUA?

Talvez porque a estratégia tenha sido justamente "comer pelas beiradas", ou seja, os EUA implantaram ao longo do tempo invasões diretas e indiretas (beneficiando-se de golpes de Estado e criando maiorias da extrema direita em ambiente legislativo dos países) e paulatinamente foram neutralizando oposições.

Não fez ainda "guerra aberta", como no caso do Oriente Médio desde que instalou Israel e o regime sionista na Palestina. Utilizou uma guerra de bastidores, como cupins roendo silenciosamente as soberanias.

Por esse motivo a  "sinceridade" trumpista adotada no momento surpreendeu o mundo. Literalmente, os EUA abriram o jogo ao realizar o burlesco sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, surpreendidos enquanto dormiam no quarto pelas "forças especiais" (como se essa especialidade justificasse a  violência e o crime de invasão) em uma ação marginal que assassinou friamente pessoas que faziam a segurança do presidente venezuelano e de civis que estavam próximos a "explosões estratégicas" em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira.

Para coroar o seu poder imenso diante do mundo, os EUA carregaram Maduro de correntes e algemas, cobrindo seus olhos e cabeça com um saco preto (quee dizem por aí ser um boné do mickey mouse...) e espalharam as fotos do presidente venezuelano dominado pelo imperialismo americano.

O que também não é novidade. Outros líderes que se atreveram a desobedecer as ordens dos EUA na exploração de recursos naturais de seus países, também foram submetidos à humilhação pública, que já é uma ameaça aos outros países.

A Venezuela foi a vítima desta vez porque, como o próprio Trump declarou, não cedeu as suas reservas de petróleo (a maior do planeta) aos interesses corporativos dos poderosos grupos dos EUA.

Quem será a próxima vítima?  

Aparentemente toda a América Latina está na mira e utilizar metáforas ou diplomacia não devem surtir efeito para impedir a fúria conquistadora da extrema direita ou do sionismo no mundo. Grosseiramente falando, os EUA querem toda a América Latina sob seu domínio nos bastidores, em uma democracia relativa e uma farsa da livre soberania. Na mira estão países como o México, Colômbia, Cuba e também o Brasil, com suas  reservas hídricas, minerais e naturais que fazem inveja ao resto do mundo.

É bom lembrar que os EUA já contam com líderes da extrema direita na Argentina, Uruguai, Equador e Chile.

O que vai acontecer  com a democracia brasileira com esta ameaça dos EUA?

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