O sujeito diz que é de direita, conservador, porque "sente maior segurança" e receia o progressismo porque "não sabe o que vai acontecer".
É assim que se cai nas malhas políticas do ditatorialismo.
É assim que o cidadão mantém a escravidão a interesses privados!
Conservadorismo significa o que?
Teoricamente, políticos da extrema direita e centro direita propagam que são "conservadores". Para quem não acompanha as ações ou confia apenas nas manchetes, aparentemente isso equivaleria a defesa de valores tradicionais, como família, religião e propriedade privada e preservação de costumes tradicionais.
Mas o que acontece na pratica é justamente o contrário! O conservadorismo da política neoliberal significa predação...
A questão toda é: políticas neoliberais são sinônimo de neocolonialismo.
A confusão acontece porque o termo "liberalismo" dos anos 60 tinha conotação popular de fortalecimento do Estado. Obviamente, minar o poder do Estado era feito com maior discrição. Hoje é o contrário: o neoliberalismo privilegia a força privativista em detrimento da força do Estado com um descaramento assustador!.Nos anos 90 o Brasil foi submetido a uma politica governamental de privatizações. Estatais foram vendidas, a começar por siderúrgicas, bancos, telecomunicações, rodovias e aeroportos. O Banerj por exemplo, foi vendido ao Itaú! O país era governado pela direita e centro direita do PSDB.
A fúria das privatizações, sempre realizadas abaixo de seu valor, foi controlada a partir de 2002.
Com o golpe parlamentar de 2016, as privatizações retornam com grande força. O governo do golpe anunciou 25 projetos de concessões e privatizações, em leilões que assombraram o mundo: além de atingir setores essenciais, houve uma espécie de "saldão" de um dos maiores tesouros brasileiros, o Pré-sal.
Hoje candidatos do liberalismo e da extrema direita defendem que essas privatizações devem continuar. Que o Estado deve ser mínimo e o poder privado soberano. E a população deve continuar a pagar impostos. Mas esses impostos não retornam mais ao setor público, ficando no privado.
Se você privatiza e reduz o Estado, você deixa de ser um cidadão com poder de pressão sobre o privado. O Estado representa o que? Representa o cidadão e a soberania. Pagamos impostos e votamos em gerenciadores (legisladores e Executivo|) para administrar nosso bem, que é o país. Constitucionalmente, o povo decide esse gerenciamento.
O Judiciário assegura que assim seja (ou deveria assegurar), em decisão democrática que deve ser apoiada pelas Forças Armadas, que existem com o único objetivo de defender a soberania do país!
Mas se você privatizar setores essenciais e reduzir o poder do Estado, você terá o risco de interesses externos, de outros países, com suas multinacionais ou até organismos civis e militares, que terão acesso facilitado às riquezas, impondo regras através de setores privatizados.
Isso equivale a colocar em risco a soberania nacional.
A privatização de todos os setores e riquezas do Brasil, como petróleo, água e energia, saúde e educação, significa domínio sobre o povo e portanto, sobre o Estado.
Vamos a um exemplo do neoliberalismo: a saúde e seu sucateamento, que leva à dependência das empresas de planos de saúde e da indústria farmacêutica! Você corre o risco de morrer na porta de hospitais que só vão atende-lo se pagar caro. O Estado não interfere. Não regula preços, não assume sua responsabilidade. Não fornece a medicação que é cara demais para o cidadão adquirir!
Se quem manda é o privado, os resultados ficam à mercê do mercado.
Produtos mais caros ou mais baratos vão depender desse mercado, que não impedirá duas grandes ameaças: a formação de grandes cartéis e o poder de grandes corporações estrangeiras sobre setores essenciais, como petróleo, energia elétrica, água!
O privado determina o que e como você vai comer, já que existe o domínio da indústria de agrotóxicos. Ser obrigado a comer alimentos com alto percentual de agrotóxicos, porque isso enriquece empresários rurais e os fabricantes de venenos, é um dos muitos riscos da política neoliberal!
Sabe onde fica a sua livre iniciativa de mercado? O pequeno, médio e grande empresário brasileiro?Enterrado sob o peso das grandes corporações!
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