sábado, fevereiro 10, 2007

Dados dos conflitos

A primeira guerra iugoslava, no verão e outono de 1991, teve como saldo uma pavorosa carnificina na Eslavônia croata. O conflito opunha os independentistas croatas aos sérvios da Croácia que haviam lutado pela separação da Croácia quando esta caminhava para a independência. Os sérvios receberam o apoio decisivo do Exército Popular Iugoslavo (JNA), que se deixou manipular pelo nacionalismo sérvio. No entanto, sérvios e croatas não foram as únicas vítimas dos confrontos.

De guerra em guerra, os Estados Unidos aperfeiçoam suas armas de destruição. Segundo o comando central norte-americano do Qatar, as forças norte-americanas lançaram “pela primeira vez num conflito armado, um novo tipo de bomba de fragmentação, capaz de desafiar todas as condições meteorológicas1”. Os prejuízos humanos já são consideráveis.

Quanto às bombas de urânio empobrecido, já utilizadas na primeira guerra do Golfo em 1991, serviram de novo no Iraque, embora sejam oficialmente declaradas ilegais pelas Nações Unidas. Segundo o Sunday Herald, uma dessas bombas teria caído num “alvo amigo” em 28 de março, matando um soldado britânico e ferindo três outros. “Estamos em guerra contra o Iraque, pois o país possui armas de destruição em massa. Mas nós mesmos utilizamos essas armas de destruição. Tal linguagem dupla é repugnante”, declara o professor Doug Rokke, ex-diretor do programa “Urânio Empobrecido” do Pentágono2.

Nos 19 séculos anteriores ao século XX, as guerras acabaram com a vida de 40 milhões de seres humanos. Em apenas um século — o XX — o ser humano desenvolveu técnicas mais avançadas de genocídio e conseguiu eliminar 110 milhões de seres humanos.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

UNIVERSIDADE MAL-EDUCADA





















Qualquer ambiente educacional deve ter, a priori, normas de conduta que exempliquem as leis e os costumes de uma sociedade organizada. Mas a proliferação de cursos e a transformação da Educação em comércio está descaracterizando a sua principal função, que é a de educar.

O problema é generalizado e atinge principalmente universidades particulares que proliferaram desde os anos 70 em todo o Brasil. Recentemente novas denúncias contra a Universidade Braz Cubas, de Mogi das Cruzes, colocaram a questão em discussão.

Fernanda Carregari registrou boletim de ocorrência por injúria, após ser destratada por um dos diretores da UBC, que utilizou palavras de baixo calão ao discutir a entrega do diploma da estudante, que estaria em atraso.

A UBC tem sido denunciada constantemente e já sofre processos na Justiça por ações irregulares. Uma das denúncias se refere ao fato da universidade estimular o uso de cheques pré-datados nas matrículas e mensalidade, sem respeitar a data programada.

Com isso há casos em que os alunos tiveram de parar de cursar a faculdade, por inadimplência causada pela própria UBC.

É inadmissível que se permita ações como esta vindas de instituições que apenas receberam autorização para atuar na área da Educação sob critérios que deveriam ser rigorosos. Uma universidade não pode se comportar como uma infratora dos direitos legais e da cidadania!

Outras denúncias

http://mirna.blog.terra.com.br/ubc_deposita_cheques_pre_antecipados

http://mirna.blog.terra.com.br/abuso_da_universidade

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Cobranças bancárias e indébitos

“(...) Eu nem tinha percebido antes, mas quando vi o banco estava me cobrando serviços em dobro, alías, serviços que nem utilizo, como talão de cheques, cartão e extrato (nunca recebi extrato em dois anos de conta bancária, salvo no primeiro mês) (...) A funcionária da agência disse que era assim mesmo, que era normal a cobrança (...) Francilene


“Dizer que é absurdo é pouco! Pois o banco do Brasil em manda um cartão de crédito, que eu não desbloqueei porque não me interessava e alguns meses depois recebo um comunicado dizendo que “conforme contrato de emissão e utilização dos correntistas do BB, etc e tal, o cartão havia sido ativiado! Que país é este? Augusto Batista Mazoni


A reclamação de cobranças indevidas - ou indébitos - pelas agências bancárias, é extremamente freqüente. Pior que isso, só as reclamações da telefônica e de administradores de cartões.
Os bancos são rígidos e corretos na cobrança de juros e taxas de serviços, entre outras? Podemos confiar nas agências bancárias como entidades de absoluto controle?
Não e sim. Não, as agências bancárias não são corretas na cobrança de juros e taxas de serviços, principalmente porque o objetivo de uma instituição financeira não é social, mas comercial. Além disso as normas adotadas são do Banco Central - que defendem os interesses dessas instituições enão do consumidor. Mas o Banco Central, que regulamenta as ações dos bancos, não é orgão legislador e não pode atropelar leis constitucionais!

Sim (podemos confiar que agências bancárias têm controle sobre as suas ações), mas lembre-se: a perfeita organização das instituições financeiras e sua estrutura só são infalíveis em função do próprio interesse e não do cliente. Ou seja, o cliente é o produto a ser consumido!

Portanto, movimento bancário deve ser rigorosamente acompanhado por cada correntista!
Francilene, reúna todos os documentos (inclusive cópias dos extratos onde constam as cobranças irregulares); faça um comunicado por escrito a agência exigindo devolução dos indébitos (não esqueça de protocolar uma cópia que comprove a entrega do pedido).
Se houver recusa na devolução dos valores (em dobro, conforme garante a lei), junte todos esses documentos, registre queixa no Procon, anexe também esse documento e entre com processo, de preferência no Juizado Especial Cível ( Pequenas Causas), onde a tramitação é simplificada e dispensa inclusive advogado.

Se quiser, há motivo suficiente para pedido de indenização por danos também na Justiça comum (a demora é grande, o processo fica rodando por anos, mas vale a pena como ato de cidadania)
Augusto, que país é este? Um país capitalista, onde o lucro é o objetivo principal! Mas temos leis para os crimes e abusos: o banco não tem direito de desbloquear o seu cartão e obriga-lo a usar e pagar por ele!

Processe também, amigo: junte o comunicado do banco, com todos os demais comprovantes de assédio para uso cartão de crédito e ingresse com reclamação, de preferência passando pelo Procon ou indo diretamente aos tribunais (mesmo caso da Francilene, relatado acima)

quarta-feira, janeiro 03, 2007

INFÂNCIA AMEAÇADA


















Parece que há uma verdadeira conspiração contra a infância. De um lado os legisladores reduzem cada vez mais a maioridade legal e penal, como se isso fosse solucionar questões de cidadania no voto precoce ou acabar com a criminalidade infanto-juvenil.
Pedófilos holandeses estão tentando lançar um partido político para pressionar a diminuição da idade legal para se manter relações sexuais no país, de 16 para 12 anos. E ainda querem a legalização da pornografia infantil e do sexo com animais.
Diante disso, é preciso parar para pensar, antes de concluir que a sociedade humana pode estar perto de uma total decadência de valores. É preciso reprimir a indignação e perguntar-se onde é que o mundo perdeu os freios e caiu em uma degradação tão grande, que não tem nada a ver com preconceitos ou conceitos de moral. Tem a ver com sobrevivência!
A legislação que protege as crianças não pode ser, subtraída, em hipótese alguma e em qualquer lugar do mundo, que hoje sobrevive interdependente tanto econômica como culturalmente.
Devemos rever nossas mudanças recentes na legislação. Responsabilizar menores é uma maneira pouco eficaz de tentar reduzir a criminalidade. Que as leis sejam claras e rigorosas: a proteção aos menores de 18 anos permanece, mas menores de qualquer idade que cometerem crimes hediondos perdem tal proteção e passam a ser tratados por leis específicas.
Vamos parar de complicar nossa Justiça com leis que se multiplicam em complexidades, misturam assassinos cruéis com ladrões de feira e deixam a sociedade desamparada.
Que isso seja cobrado com rigor de nossos legisladores e nossa Justiça!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Teatro da guerra e dos castigos


Há pressa em executar Saddam Hussein. A sua punição é encarada como um troféu, em um cenário esgotado pela guerra, mas acima de tudo estratégico para o futuro militar dos EUA.

Saddam é uma exceção. Normalmente os crimes de guerra, hediondos e condenáveis, não são punidos. Da mesma forma, os direitos humanos nunca são respeitados no cenário da guerra. Desde que os conflitos se tornaram mais violentos no oriente Médio, não se vê herói algum.
Há apenas vítimas.

A punição à Saddam, um ditador inserido em uma cultura dura e estranha aos hábitos ocidentais, é simbólica.

Não significa que ditadores e violentos terão de pagar o seu preço! Pois a violência e os crimes continurão acontecendo, em nome da "democracia", uma palavra elástica demais para ser considerada o resumo de uma ideologia de respeito à vida e à igualdade dos seres.

Há mais mortes de soldados americanos no Iraque do que aqueles que foram assassinatos no atentado contra as torres gêmeas de 11 de setembro. Mesmo após o escândalo das fotos mostrando exageros da tortura fisica e humilhação feita por oficiais americanos e ingleses, os presos mantidos sob a guarda dos Estados Unidos no Iraque, no Afeganistão e na base de Guantánamo (Cuba) continuam sob a ameaça de sofrerem tortura e maus-tratos, deixando rouco o grupo Anistia Internacional

O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein será executado "em poucos dias" no interior da Zona Verde, no oeste de Bagdá, segundo informaram fontes iraquianas.
De qualquer forma, a sentença de morte Houssein está longe de parecer uma justiça em nome da paz e do respeito aos códigos da guerra. Parece mesmo revanche e ódio. Negou-se até mesmo o direito à escolha do condenado em morrer fuzilado.

Saddan não queria ser enforcado. Por isso morrerá na forca. É mais teatral e visceral tal punição!
Punição pela morte de 148 xiitas iraquianos, após uma suposta tentativa de assassinato de Saddam na aldeia de Dujail, em 1982. Para justificar punição severa, basta um assassinato!

O problema é que a briga no Oriente Médio tem muitos outros vilões e assassinos que não estão sendo julgados e punidos!

Barzan al-Tikriti, meio-irmão de Saddam, e o ex-juiz Awad al-Bandar foram condenados à morte no mesmo julgamento. Outros quatro de seus ex-assessores receberam penas entre 15 anos e prisão perpétua.

Ah, se isso de fato servisse de exemplo para que houvesse respeito aos direitos humanos!...


(Saddan Hussein foi enforcado no sábado, dia 30 de dezembro, por volta das seis horas da manhã ( uma hora da manhã, no horário de Brasilia) e segundo informações da Reuters, seria sepultado em um local secreto no Iraque. A execução foi rápida e apenas foi divulgada momentos antes do enforcamento, para evitar qualquer conturbação) .

CRIMES HEDIONDOS E PUNIÇÃO


O que é um crime hediondo? Uma ato brutal, inaceitável para a sociedade civilizada.
Pela lógica, crimes hediondos merecem punição severa. Mas o espanto da sociedade se refere à suavidade da pena para crimes que no mínimo mereceriam pena máxima prevista nas leis brasileiras...que já é limitada.
O assunto volta à discussão com a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 6.793/06 que altera o regime de progressão de pena nos casos de crime hediondo.

A proposta, que tramita em regime de prioridade, segue para análise do Plenário.O relator, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), apresentou parecer favorável à proposta. O texto estabelece que a progressão se dará após cumprimento de um terço da pena se o réu não tiver condenação anterior, ou de metade, se for reincidente.O condenado a nove anos de prisão por crime hediondo, por exemplo, passará três anos em regime fechado, outros três em regime semi-aberto e só então poderá requerer a progressão para o regime aberto. Somente após cumprir dois terços da pena é que o condenado será efetivamente libertado — ao ser transferido para o regime aberto ou obtendo o livramento condicional.

Ainda é pouco. A lei sobre os crimes hediondos, criada em 1990, acrescentou fatos típicos considerados enquadráveis, como por exemplo o latrocínio, extorsão mediante seqüestro, atentado violento ao pudor, etc; e previu tratamento mais rigoroso a estas espécies. E no entanto acabou por abrir possibilidade de redução da pena de crimes extremamente violentos.
CRIMES HEDIONDOS NÃO DEIXAM MARGEM DE DÚVIDA
QUANTO À PERVERSIDADE DO ATO. POR QUE UM
ASSASSINO CAPAZ DISSO RETORNA AO MEIO SOCIAL?
Quem comete um crime hediondo, tem recuperação? Dentro da diversidade de crimes colocadas nesta circunstância, talvez. Mas não em casos de absoluta crueldade, onde vidas são subtraídas em fria escolha do assassino. Daí o senso comum, com natural prevenção, emitir voz contrária, a tudo que assinale qualquer abrandamento de pena, a quem pratica ato de tamanha insensatez.

A proposta de Greenhalgh dobra os prazos para a progressão de regime nos crimes hediondos e, por isso, torna mais rigorosa a condenação para esse tipo de crime.

A Lei dos Crimes Hediondos voltou ao centro da discussão quando o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o artigo que impedia a progressão. Conforme interpretação do Supremo, a vedação de progressão de regime afronta o direito à individualização da pena, previsto na Constituição, já que, ao não permitir que se considerem as particularidades, a sua capacidade de reintegração social e os esforços aplicados para a ressocialização, a lei torna inócua a garantia constitucional.

A Justiça, além de lenta e complexa, oferecendo alternativas para recursos e longos prazos e redução de pena em casos de crime hediondo, termina na realidade dura da impunidade: vários criminosos envolvidos em assassinatos, como no caso de Daniela Perez, estão livres após poucos anos de detenção!

É urgente a individualização da pena!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

ENSINO É CONSIDERADO MEDÍOCRE














Inteligência

é só

informação?



O problema da mediocridade do ensino é um problema brasileiro ou mundial? O excesso de informação e imagem, através da mídia eletrônica e da cada vez mais poderosa Internet, cria sábios ou congestiona a capacidade de aprendizado?

Estão ai boas perguntas, que não são razoavelmente respondidas pelos críticos da Educação. Recentemente dados divulgados pelo IBGE ratificaram a incapacidade crescente do aproveitamento da estrutura educacional da rede pública – em 2005 36% dos estudantes que freqüentavam a 8ª série estavam atrasados em relação ao andamento normal do curso, situação que se repetia com menor gravidade em todas as oito séries do ensino fundamental. No ensino médio a situação piorou: 55% dos adolescentes de 15 a 17 anos cursavam séries com atraso, proporção que sobe para 70% no Nordeste.

E o ensino particular? Não há grande diferença. A qualidade de aprendizado dos alunos de escolas particulares difere muito pouco, considerando a exigência dos pais diante de um ensino diferenciado.

A situação dramática da má qualidade do ensino vai até as universidades. Jovens são formados e encontram a realidade no mercado de trabalho: estão despreparados, dominando muito pouco do conhecimento necessário em sua área profissional.

Não há apenas uma explicação para esse fenômeno de crise de qualidade no ensino. Sabe-se apenas que ele atinge, em diferentes graus, escolas públicas ou particulares, até o ensino superior, no Brasil e em outros países.

A massa de informação que chega através da Internet e da mídia em geral, sem refinamento e filtragem, em seu estado bruto, é considerada a grande vilã da “confusão intelectual” das novas gerações.

A criança desde muito cedo é colocada em contato com a educação uniformizada de escolas, que cuidam dela desde o berço até o ensino fundamental. Isso poderia ser um fator positivo – o contato direto com o ambiente educacional – mas não é, pelo fato de constituir uma única via de estímulo ao conhecimento.














O desenvolvimento do intelecto e a capacidade de raciocínio e de interpretação depende de vários fatores, incluindo o ambiente emocional favorável. Estímulo à leitura, histórias contadas ao pé do berço ou da cama da criança, tudo isso torna-se um fator determinante no futuro aprendizado. A criança precisa amadurecer sua capacidade de apreensão do mundo. Caso contrário será apenas um receptáculo de informação, como um computador!

terça-feira, dezembro 05, 2006

CUIDADO COM O "BULLYING"

“D” enfrentava problemas de adaptação em qualquer ambiente. Desde pequeno era sistematicamente rejeitado pelas outras crianças. Conforme foi crescendo conseguia criar certos vínculos entre os colegas na escola, mas passou a ser a “vítima rotineira” das chacotas e brincadeiras. Era sempre o “zoado”, habituando-se às risadinhas, empurrões, fofocas e apelidos diversos.

Bem, até esse ponto temos a vítima e os “brincalhões”! Os demais colegas e alunos, que eram a maioria? Parte deles ignorava por completo qualquer cena de agressão à “D”. Outros sentiam-se intimidados e constrangidos e mesmo não concordando com essas brincadeiras omitiam-se.

Para os professores e diretores, essa situação era “inevitável no meio escolar”. Para os pais, “D” era um “banana”, que devia aprender a se virar! Antes de completar 16 anos, “D” fechou-se no seu quarto e fez um “coquetel” de comprimidos que pacientemente estava guardando e “colecionando” por meses a fio. Quando foi encontrado, já estava morto há mais de oito horas.

Você já ouviu falar de “bullying”? É um termo inglês para designar atos agressivos entre estudantes. Difícil encontrar um termo em português para traduzi-lo. Alguns professores acham que esse termo não se aplica ao cenário brasileiro, onde as escolas poderiam ser enquadradas além disso, por causa da violência na periferia.
No entanto o “bullying” causa a pior das violências. Mina vagarosamente toda a resistência das vítimas e as torna angustiadas e inseguras para o futuro.
No caso de “D”, foi o suicídio. Em outras circunstâncias, como vários ocorridos nos Estados Unidos, chega ao homicídio e assassinatos em massa, dentro da própria escola daqueles que se sentem vítimas. Esse tipo de atentado está acontecendo também no Brasil!
Quando o adolescente ou jovem pega uma arma e sai atirando dentro da escola, não está pensando em atingir apenas aqueles que o humilharam, mas todos, que no mínimo se omitiram!

Inclusive os pais e professores. Cada vez mais percebemos que tanto a ocorrência como o agravamento das consequências da humilhação e agressão à crianças no ambiente escolar têm relação direta com o ambiente familiar do agredido. Quando a criança ou adolescente encontra dentro de casa um apoio emocional e uma relação de afetividade, o bullying não provoca tantos estragos, sendo mais facilmente entendido e superado pela vítima.
Também a ação da escola, no sentido de vigiar e promover campanhas internas contra as agressões, mostrando que a figura realmente ridícula e desprezível é de quem agride ao semelhante, ajuda a criar um ambiente de maior confiabilidade e menores riscos de sequelas emocionais a criança perseguida. Como o bullying contamina seu espaço, criando ramificações que afetam toda a qualidade do relacionamento no ambiente escolar - e não apenas entre vítimas e agressores - deve obrigatóriamente ser reconhecido como um problema coletivo e nunca individual.

Em qualquer caso, a situação é grave e merece atenção dos pais e das escolas. A ocorrência e os estragos causados por esse tipo de comportamento estão aumentando. Pode acontecer desde muito cedo, ainda na pré-escola e ir piorando conforme aumenta a faixa etária.
Observe algumas características das crianças e jovens que sofrem com esse tipo de comportamento:
- São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda.
-São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento
-Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos.
-Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos.

segunda-feira, novembro 20, 2006

NÃO À TORTURA E ASSASSINATO


Duas mulheres são amarradas e colocadas dentro de sacos. Cada uma delas é enterrada em um buraco de mais ou menos um metro de profundidade, de maneira a permanecer com metade do corpo, da cintura para cima, exposta.

Estão a alguns metros de distância uma da outra. Uma pequena multidão, estritamente masculina, circula ansiosa em torno, aguardando o momento. E ele chega logo: pedras são atiradas com violência, como se fosse um jogo.

Apesar de completamente cobertas pelo tecido, e imobilizadas por cordas, é possível perceber a dor a cada pedra que acerta as costas, o peito, o rosto e a cabeça. Terrível a tortura a que são submetidas, pedra após pedra, até que algum ponto atingido provoque finalmente a morte!

Ficção de terror, criação de alguma mente psicopata? Não. São duas mulheres acusadas de adultério no Irã, vítimas de uma tradição absurda, na visão deturpada dos conceitos encontrados no Corão, o livro sagrado dos mulçumanos, que foi a base para uma lei chamada Sharia. Em muitos paises árabes a Sharia foi institucionalizada como a única lei exclusiva que rege a vida dos habitantes e visitantes desse lugar.

As imagens, terríveis, estão sendo veiculadas na Internet. Muitos consideram essas imagens como denúncias com intenção política: a idéia é colocar a opinião pública mundial contra o Irã, mostrando o nível da selvageria de suas crenças.

Mas independente de segundas ou terceiras intenções, a verdade é que essa “tradição penal”, tão antiga quanto o próprio Alcorão (ou Corão), é inaceitável. Causa espanto a manutenção de uma pena absurda, em um mundo onde não restam dúvidas a respeito da gravidade de um assassinato e onde a pena de morte para crimes considerados gravíssimos e horrendos está sendo condenada e subtraída.

Matar é diferente de cultuar tradições. A mulher islâmica é obrigada a usar o véu, chamado de hiyab ou shador, para ficar “preservada dos olhares perversos dos homens”. Nos paises fundamentalistas é obrigatório (a mulher que não usar véu é considerada depravada, como as cristãs...), mas é uma opção cultural e religiosa onde o país tem autonomia para cultuar.

Já assassinatos não. Nenhum país hoje sobrevive sem acordos comerciais e sem intercâmbio cultural também. Existe uma relação entre os paises do mundo e uma das regras é o respeito à vida. É um conceito universal, que religião alguma ou cultura alguma pode romper, sob qualquer argumento. Isso deve ser revisto na Sharia.
Direitos humanos não podem ser ignorados.
É uma questão de sobrevivência da raça humana!

quinta-feira, novembro 09, 2006

EU QUERO É XINGAR!


Ofensas gratuitas, xingamentos e muita agressividade.
Estes fatores estão se tornando comuns na comunicação cibernética. Embora mais de 60 por cento dos brasileiros ainda não tenham acesso à internet, o comportamento de internautas que transformam chats, fóruns e sites de relacionamentos como Orkut e Gazzag em "quartos de despejo", serve bem de termômetro para avaliar o nível de tensão popular.

"É uma minoria, mas essa gente invade os tópicos nas comunidades e enchem o saco", reclama Alexandro, usuário do Orkut. Ele critica o fato das pessoas que querem "melar" as conversas e diálogos usarem identidade falsa - ou fake, na linguagem local - e terem como único objetivo a invasão de espaços para xingar e ofender.

A porcentagem de usuários que usam a identidade real nos sites no entanto é pequena. "Eu uso identidade fake, mas não ajo de forma irregular, não xingo ninguém e mantenho a minha dignidade, apenas não assumo minha identidade por completo por uma questão de segurança", afirma "Descartes", estudante, que integra algumas das inúmeras comunidades que tem como tema principal de discussão a Filosofia.

"Frequento as comunidades para discutir e aprender, não para encher o saco dos outros, nem para descarregar minhas neuras" afirma ele. E ainda arrisca um palpite a respeito dos "fakes" agressivos. "Como eles não tem dinheiro para pagar um psiquiatra, ficam descarregando seus desequilibrios na Internet"...

"A coisa as vezes fica feia mesmo " confirma Marcello Santiago, internauta há mais de cinco anos, "Tem gente de uma violência verbal que assusta! Essa gente não quer interagir ou conversar sobre algum tema, profissional ou pessoal, quer apenas brigar. Descarregar eu acho".

Para ele essas pessoas são desajustadas no dia a dia. "Ou ficam fechadas em um escritório remoendo raiva, ou são dessas que brigam no trânsito" arrisca ele.

Seja como for e pelos motivos que forem, a presença da agressividade na Internet é uma realidade. A principio, depreende-se que o mundo virtual digere bem esse tipo de usuário. Não é porém a opinião de muitos internautas: o mundo virtual é profundamente emocional e os acontecimentos repercutem de maneira positiva ou negativa.

"Na minha opinião os moderadores de comunidades deveriam expulsar aqueles que abusam e limpar um pouco o espaço" arrisca Alexandro. Segundo ainda Marcello, frequentador do Orkut, as comunidades mais violentas são as que envolvem temas politicos. "São campeãs de fakes, a maioria encomendados", afirma, sugerindo que a distorção é proposital.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Educação financeira começa cedo




Já vai longe o tempo em que dinheiro era “problema de gente grande”. Tempos em que a introdução no mundo financeiro – o da sobrevivência propriamente dita – acontecia na juventude, paralelamente ao curso superior ou preparo para ingresso no mercado do trabalho.
Hoje há uma nova preocupação: educar financeiramente a criança, na mesma medida em que ela começa a tomar consciência de sua individualidade e de seu papel familiar e social. Sinal dos tempos. Aliás, um claro ultimato da sociedade consumista.
Essa necessidade já começou a ganhar corpo há tempos na família, onde de maneira improvisada e influenciada pela pressão de crises consecutivas e perdas de poder aquisitivo, os pais passaram a limitar os gastos.
Crianças da classe média passaram a ouvir com freqüência argumentos para a supressão de gastos e a abolição de hábitos dispendiosos. Nas classes mais pobres, sofreram a imposição da necessidade de trabalho precoce.
Na escola, a realidade já começou a preocupar os educadores.
O extremo estímulo ao consumismo e a realidade social enfrentada impõe essa nova preocupação na educação. O dinheiro não é a coisa mais importante da vida, mas é sadio que a criança entenda o seu papel e aprenda a lidar com a realidade.
Ensinar como lidar com dinheiro não é uma tarefa simples. Alguns pais decidiram estabelecer mesadas, sob condição de não haver “pedidos extras” de gastos pessoais.
Estabelecer o gasto mensal em comum acordo e exigir o cumprimento do trato no uso da mesada pode ajudar a evitar brigas e desacordos quando o assunto é consumismo. E também iniciar um processo de entendimento sobre transações comerciais, lucros e débitos e o mundo financeiro.
E, principalmente, os limites que cercam cada realidade familiar no que se refere à hábitos de consumo.

terça-feira, outubro 10, 2006

UBC desrespeita acordo

A Universidade Braz Cubas incentivou o pagamento cheques pré-datados para a efetivação de matrículas, mas não respeitou o acordo, antecipando as datas e descontando os cheques, de uma só vez (...) Com isso provocou inadimplência para o pagamento das mensalidades (...) O pior é que a UBC dificulta a discussão do ocorrido, negando-se simplesmente o atendimento e encaminhando para um tal “Protocolo” que nunca é respondido e impediu que fosse realizada a matricula no segundo semestre (...) E o mais irônico é que o curso em questão é o "Direito" (...) (A. M)

(...) A universidade usou meios de constrangimento para obrigar o aluno inadimplente a pagar o atrasado(...) Também dificultou a devolução de valores que ela própria exigiu que fosse antecipado. Paguei a matrícula do meu curso com alguns meses de antecedência para usufruir de desconto e como enfrentei problemas, pedi a devolução do dinheiro. A universidade informou que não havia devolução (...) (Inês)

Vamos lá: no caso da Universidade Brás Cubas, não há dúvidas quanto ao erro na devolução dos cheques. Você diz que houve má fé da UBC, pois ela se recusou a devolver os valores dos cheques depositados e atrasou as suas providências com a burocracia no atendimento. Se houve "má fé" , isso é outra história.

O que você tem direito é ao ressarcimento por dano moral. O cheque pré-datado é um acordo como qualquer outro, uma espécie de contrato, e o desrespeito às datas combinadas para o debito de fato demonstra intenção de dolo.

Você diz que os cheques, com datas diferentes, foram depositados ao mesmo tempo, ocasionando inadimplência para o pagamento das mensalidades simultâneas a esse fato. Ou seja, a própria UBC, ao desrespeitar as datas dos cheques, impediu você de pagar as mensalidades. Com o atraso, impediu que você realizasse a matrícula do segundo semestre.

Isso incorre em má fé da instituição de ensino, que mesmo sabendo ter sido a causadora do problema, impediu a matrícula.

Você ainda diz que houve constrangimento na sala de aula, com os nomes dos alunos inadimplentes "em vermelho" na lista de freqüência.

De fato, isso também leva à processo por dano moral, pois é considerado constrangimento moral toda ação que diferencia e tenta humilhar.
Por fim você diz que uma professora pediu que assinasse um documento de que "estava ciente" da não matrícula? E que como não assinou, foi constrangida com a presença de funcionários da universidade que assinaram no "seu lugar" ? Professora de disciplina do curso de Direito?

Não há o que discutir. Junte as provas e processe!

Inês, como você pode ler acima, qualquer constrangimento ao aluno em sala de aula (ou mesmo fora dela, dependendo da circunstância) é passível de processo.

Agora, quanto ao pagamento da matrícula antecipada, se você não usufruiu das aulas em questão, ou seja, sequer começou a freqüentar o curso, você tem direito à devolução do valor. Você diz que não tem advogado e que não confia na Procuradoria do Estado de seu município.

Mas lembre-se que você pode acompanhar o caso e pedir análise de sua eficiência nos orgãos superiores. Mas o mais fácil, no seu caso, é recorrer ao Tribunal de Causas Cíveis (ou pequenas causas). E em caso de dúvida, também encaminhe pedido de análise para as instâncias superiores.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Video na Internet prova corrupção do PSDB

Um vídeo que supostamente seria o mesmo que envolveria a compra por pessoas filiadas ao PT de Paulo Roberto Dalcon Trevisan, tio do empresário envolvido na Máfia das sanguessugas Luiz Antonio Vedoim, está sendo veiculado em diversos sites na Internet e mostra o então ministro da Saude José Serra falando da distribuição de centenas de ambulâncias , algumas dezenas delas em evento político no Mato Grosso.

O vídeo começa com a chegada de dezenas de ambulâncias a um grande galpão, sendo alinhadas e filmadas em seu interior. Posteriormente o local fica repleto de público, principalmente políticos.

Entre eles o atual candidato ao governo do estado de São Paulo José Serra, que em entrevista filmada no local qualificava de excelente a iniciativa da entregas de viaturas em grande quantidade aos estados e municípios.

"Somos teimosos em nossa briga e fazemos isso porque sabemos que estamos em uma boa batalha(...) Cada viatura que está aqui foi paga não com o meu dinheiro, foi paga com o dinheiro do povo"...disse José Serra em seu discurso de entrega das ambulâncias superfaturadas.

sábado, setembro 16, 2006

Que história estranha!...






















Coisas muito estranhas acontecem na campanha eleitoral. Veja bem, um sujeito chamado Paulo Roberto Dalcol Trevisan, tio do empresário Luiz Antônio Vedoin --acusado de chefiar a máfia dos sanguessugas -- foi detido porque portava "uma pasta azul que continha uma agenda e fotos".

Muito bem, detido, ele declarou que iria levar essa pasta - com documentos que comprovariam o envolvimento de José Serra, então ministro da Saude, na máfia que roubava dinheiro público, utilizando como meio a compra de ambulâncias- para ser trocada por dinheiro.

Ora, isso teria desencadeado uma operação que culminou com a prisão de Vedoin, também em Cuiabá, e de Valdebran Padilha e Gedimar Pereira Passos, em São Paulo, que estavam com R$ 1,7 milhão --R$ 1,168 milhão e mais US$ 248 mil, no referido hotel marcado para o encontro. Os dois também tiveram as prisões temporárias decretadas.

Agora vem a questão: quem é que ganha com uma armação dessa?

Vamos analisar imparcialmente (coisa rara na mídia) a situação. O Partido dos Trabalhadores não teria interesse algum em tal artimanha. Ora, o partido está bem colocado nas pesquisas e não teria tempo hábil para usufruir da comprovação da denúncia feita por Trevisan contra o candidato ao governo do Estado , José Serra.

Por incrivel que pareça, essa confusão beneficia justamente o acusado, José Serra.

Por que?

Porque conturba o processo, desviando a atenção popular da denúncia de corrupção para "jogo político".

Então esta é a pergunta: essa situação esquisita (afinal, quem iria denunciar à Policia Federal o sujeiro com uma " pasta azul" onde só havia objetos absolutamente comuns, como fotos e agenda?) que teria levado aos supostos "petistas" que pagariam alta soma por fotos e agendas (quando a comprovação da corrupção está nos fatos?), afinal, foi provocada. Mas por quem?

Essa história está mal contada e depende de uma investigação séria da Policia Federal, para comprovar que não é mais um golpe de marketing político ou oportunismo para conturbar a opinião pública às vésperas da eleição!

domingo, setembro 10, 2006

uiahiuhaiuHAUIHAu!


“Gostaria de saber sua opinião sobre a linguagem usada pelos jovens nos sites de relacionamentos(...)isso pode influenciar e de certa maneira “matar” nosso português. Uma amiga minha, professora de português, acha que os jovens sabem distinguir como escrever no computador e numa redação. Eu acho que eles não têm discernimento para separar e vão misturar” (Carlos Alberto)


Carlos, você está falando do “internetês”, aquela linguagem esquisitíssima que parece ter surgido da necessidade dos internautas de “simplificar” a escrita na comunicação da Internet, mas que no final das contas parece que dá trabalho dobrado!

Quem são os criadores dessa "língua”? Os adolescentes, principalmente. Adultos se utilizam de abreviaturas para ganhar agilidade na escrita dos bate-papos. Algo assim como “onde é q vc foi ontem? N me venha c conversa”. O que não deixa de ser um atentado ao nosso bom português também (ou tb?)

Mas difícil mesmo – e certamente perigoso para a escrita e o entendimento da língua portuguesa – é o “idioma teen internetês”. Algo difícil de se reproduzir.

Vou tentar com um diálogo “simplificado”, fielmente reproduzido das páginas da nossa Internet:

- Boanoitii boong
- uiahiuhaiuHAUIHAu
- Jah disse soh vc naum fuça mais eh
- Soh pq ti add? Saiu?
- Sai kraio bunekoo naum
- nhaa bjao
- Maravilindo vc bjinhuns

Que língua é essa?

A questão é: esse tipo de linguagem é um risco para a qualidade da escrita correta, em bom português?

Não concordo com a idéia de que essa confusão de palavras seja inofensiva. Mesmo porque devemos lembrar que a qualidade na linguagem e na escrita depende de treino e aperfeiçoamento constante, dependendo de atenção e muita leitura.

Ora, a partir do momento que a leitura passa a acontecer com palavras completamente distorcidas, é óbvio que a escrita correta será prejudicada.

Para quem ainda não aprendeu a escrever direito e lê com extrema economia, a situação se torna mais grave. O “internetês” pode ser engraçado, mas acima de tudo é uma armadilha que pode custar aos seus adeptos um preço alto no futuro.

A artificialização do pensamento


http://artemirna.blogspot.com

EUA podem romper regras?

O que se discute no mundo é o seguinte: os EUA podem romper regras internacionais e diplomáticas sem o conhecimento e aquiescência dos paises?

A questão está em pauta pelo rompimento dos limites éticos feita pela CIA , agência de inteligência americana, que possue prisões secretas ao redor do mundo e detém suspeitos, prendendo-os e mantendo-os em estado de incomunicabilidade, fora dos Estados Unidos.

Ao confirmar o fato, pela primeira vez, o presidente George Bush disse, em discurso na Casa Branca, que o número de prisioneiros é "pequeno" nestas instalações e que inclui suspeitos de terem participado dos atentados de 11 de setembro de 2001 e responsáveis pelos ataques contra alvos americanos no Iêmen, no Quênia e na Tanzânia.

Isso justifica as "pequenas" invasões em paises alheios e a ação de prisão em áreas fora da jurisdição americana? É essa a pergunta, feita não apenas pelo mundo, como pela própria população dos EUA, após denúncia em artigo no "Washington Post".

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