segunda-feira, agosto 31, 2026

O MUNDO NA "PALMA DA MÃO" DA IA

Você começa a perceber mais intensamente os riscos futuros: danos ambientais que retornam na forma de desastres em várias partes do mundo, a falta de privacidade, onde não há apenas domínio de seus dados, mas controle de sua vida, o incremento da Inteligência Artificial na atividade humana, reduzindo o campo de trabalho e sobrevivência...

E você se pergunta: de onde surgiu tudo isso e até onde vai? É um caminho natural de evolução? Ou de extinção?

Se observarmos bem, não é um caminho natural, ou seja, não se trata de um ciclo do planeta. 

O desafio é ter a percepção de como acontece esse  novo traçado de futuro nebuloso. 

Não há necessidade de conhecimento acadêmico para entender como é preciso conscientizar os riscos e as ações para sobrevivência futura. Basta você  observar o processo que vivemos e pesar na balança até que ponto a sociedade humana é gerenciada ou dominada. 

E se até o momento o totalitarismo foi óbvio nas ações de ditaduras fundamentadas na destruição de povos e de suas culturas, hoje ele flutua nas redes como um monopolizador da mente humana, sendo cada vez mais poderoso com a expansão desenfreada da Inteligência Artificial!

Aí você pensa: bem, a IA existe mas é produto da inteligência humana e portanto é limitada para servir aos interesses humanos, sendo usada na indústria para aumentar a produtividade, analisando quantidades imensas de dados que a mente humana leva muito tempo para executar, é um grande trunfo na ciência e na medicina diagnóstica, enfim é também um grande auxílio em pesquisas e na sua rotina através de computadores e celulares. 

Até para as dúvidas mais prosaicas. Quem nunca ouviu "pergunta  para o google"...Ou mantém conversas com o ChatGPT, entre outros? 

Isso não é benéfico para a humanidade?

É, quando você pensa na IA como um acessório de complemento à atividade humana. Mas não é  quando esse poder todo da tecnologia é dominado e gerenciado para regimes totalitários. Ou, em resumo, para a centralização de um poder que pode submeter o mundo à total privação de liberdade e a uma nova versão da escravidão!

Isso não é ficção, é ameaça real. Se a humanidade utilizar a Inteligência Artificial com limites e de maneira consciente, os benefícios são claros. Mas se tecnocratas bilionários concentrarem o poder da IA em objetivo político, isso vira um desastre para a democracia e a liberdade dos povos! 

É bom pensar sem perguntar à IA...

(Mirna Monteiro)

segunda-feira, agosto 17, 2026

POLÍTICA, MENTIRAS E VERDADES

O grande desafio hoje e saber onde está a verdade. Em grandes aglomerados jornalísticos? Ou em blogs na internet? Talvez no seu jornal de bairro?

Nada disso! Imaginar que um grande e tradicional jornal não serve a tal democracia relativa, pode custar caro para a sua necessidade de informação. Ou achar que um blog traz maior segurança de informação, também leva a erros. Seu jornal de bairro pode ser um artificio para campanhas municipais. Assim como o jornal de seu município.

E as redes sociais? Ora, aquilo que você  ouve de influenciadores nas redes pode uma grande mentira financiada. O numero de seguidores pode ser uma fantasia para criar uma falsa ideia de concordância com o que é propagado!

E mais uma grande fonte de desinformação:  temos hoje o  grande perigo de igrejas que foram criadas com o objetivo de manipular a mente de seus fieis para obter votos da extrema direita e  da direita neoliberal, que de piedade cristã não tem nada...

O que fazer então? 

Não há alternativa para fugir a manipulação da informação?

  Claro que há! Tudo na vida pode ser transformado! 

Nos últimos anos cresceu a chamada imprensa alternativa, desvinculada do domínio econômico de grandes corporações. É possível encontrar informação de qualidade na internet, nas redes, em sites e  blogs. O problema é que nas redes sociais existem os chamados influenciadores, que também podem estar sendo pagos para distorcer os fatos. \E tirar dúvidas com a IA também não é seguro, já que o sistema nem sempre filtra informações erradas. 

Nesse caso, buscar várias fontes na internet, assim como nos jornais e revistas, é a única alternativa para não entrar para  a triste estatística dos manipulados, enrolados e enganados.


A primeira regra é: nunca confie em uma única fonte de informação. Quem quer a verdade, precisa pesquisar. Jornais da televisão não são sempre corretos, e alguns são mesmo muito maliciosos, torcendo dados, omitindo outros e tornando uma realidade muito diferente, sob a ótica de interesses políticos e financeiros. Blogs podem ser feitos por jornalistas competentes, para levar a verdade que a grande mídia deforma. Mas justamente por isso, existem os blogs que tentam neutralizar esse esforço, levando informação errada para confundir o leitor.

No entanto, lendo mais fontes variadas, o cidadão ira perceber onde esta a verdadeira fonte de informação.

Enquanto houver liberdade para informar, enquanto o jornalismo puder fugir das limitações das redações dos grandes jornais, expondo os fatos e comentários na internet, ou em imprensa alternativa e livre,  haverá como saber onde esta a verdade. (Mirna Monteiro)

sexta-feira, agosto 07, 2026

O DOMÍNIO DA VIDA NO CONTROLE DA ÁGUA

     Sem água, ninguém sobrevive no planeta. O corpo humano possui em média 60 por cento de água, assim como a Terra onde 70 por cento da superfície do  planeta é coberta de água. Água é vida, a falta de água é morte!

Agora vem a pergunta: como estamos protegendo a nossa água?

Vamos muito mal! 

O domínio comercial da agua não é novo. Para se ter uma ideia, a venda da gestão no tratamento e distribuição da água para a população começou logo após o  golpe de 1964, quando os municípios transformaram esse serviço público em autarquias, ou seja, embora mantendo a responsabilidade pública, a gestão passou a ser  privada. Mas na  prática as autarquias gerenciam as estações de tratamento, a distribuição da água e as cobranças desse serviço como qualquer  empresa voltada para o lucro.

Ao longo de décadas esse tipo de gestão praticamente sufocou o controle dos municípios sobre lucros dos serviços municipais de água e esgoto.  Ao longo de décadas a troca e manutenção das redes de esgoto e água foi negligenciada. Tanto que as Estações de Tratamento muito mal gerenciadas não cobrem toda a necessidade de abastecimento desde sempre. E a Sabesp distribuiu parte da água tratada a outros munícipios, o que leva negligência no atendimento da Capital.

Mas as estratégias para cobrança desse serviço foram aprimoradas...

A privatização realizada pelo governo Tarcísio de Freitas com a Sabesp - que não serve apenas ao municipio de São Paulo, mas a muitos outros de forma parcial, pretende o domínio total da gestão das estações de tratamento e distribuição da água nos municípios. 

É a "pá de cal" do controle público sobre a comercialização da água, que se transforma em um produto qualquer, como uma TV a cabo ou um sapato. 

E a água, que corria nos rios e nascentes e possibilitava a vida de todos, passará a ser controlada por interesses privados. Nas grandes cidades, onde não há água sem custo, o cidadão que não pagar a conta, por mais exploradora que seja a tarifa e mais  cruel o sistema de cobrança, os riscos de uma saúde pública falida são imprevisíveis. 

O risco da privatização da água no Brasil não se resume à tratamento e distribuição, como no caso da Sabesp. É preciso pensar nos riscos do uso da água para IA, porque a operação de servidores em data centers gera intenso calor e exige sistemas de resfriamento com gasto de milhões de litros de água potável, além da água usada para geração da eletricidade. Outra grande ameaça é o domínio de aquíferos e fontes de água mineral, nas mãos da iniciativa privada.

Assim, o domínio político da água precisa ser encarado com maior seriedade pelos governos de países que ainda mantém a sua soberania, como o Brasil. 

Há décadas as nascentes e aquíferos vem sendo invadidos pela iniciativa privada vinda de outros países, como EUA e Israel. Fontes de água pura e medicinal deixaram de ser públicas para a sede da população e foram engarrafadas para o lucro. 

Cada vez que o país retoma as rédeas da democracia e procura defender a vida da sua população, sobrevém golpes de Estado ou interferência externa para  manter a exploração das riquezas do Brasil. 

Mas a água é mais do que qualquer outra riqueza, pois o domínio de água potável ou mineral é a forma mais poderosa de controle e destruição da vida! (Mirna Monteiro)

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