"(...)A unica opção que a Amil me deu para atendimento de reumatologista foi uma medica de uma clinica de endocrinologia, que tinha poucos horarios para atendimento e demora demais, porque não há concorrência(...)"(Marcia P)

Não, não é ético e nem legal um plano de saúde oferecer apenas uma opção de especialista, mesmo porque a própria legislação prevê o direito do paciente em conhecer uma segunda ou terceira opinião médica. Principalmente em tempos onde a formação acadêmica e a prática médica da residência estão sendo consideradas falhas por defeitos no sistema educacional, o que aumenta a incompetência de boa parte dos profissionais da saúde.
Tambem os exames de laboratório e outros procedimentos não podem ser negados a não ser que o médico assuma absoluta responsabilidade de que seja um recurso desnecessário para o diagnostico. Pode acontecer de profissionais serem pressionados pelas empresas de Saúde para essa "economia" de procedimentos.
Quanto aos documentos, vamos entender o processo: naturalmente se fazemos uma consulta particular e pagamos em dinheiro, nao ha motivo razoavel para obrigar o cliente a preencher um cadastro, que seria opcional. O registro da consulta interessa muito mais ao cliente, que em caso de sofrer qualquer dano, abuso ou erro diagnostico podera encaminhar mais facilmente a denuncia do profissional que om atendeu ao CRM ou a um processo judicial.
No entanto no caso de convênios medicos existe a exigência das empresas em documentação a fim de evitar o uso de uma mesma carteira de convenio por mais pessoas.
E uma questão prática para garantir que o credenciamente seja utilizado apenas pelo titular e dependentes previstos no contrato. No caso a apresentacão do documento de identidade é suficiente. Mas isso nao quer dizer que voce seja obrigado a preencher cadastro na clinica, ainda que a maioria obrigue o paciente a fazer isso.
Fotos suas e filmagens, quando pequenas câmeras são acionadas no guichê de atendimento também nao podem ser feitas sem sua autorizacão. Filmagens nas dependências de consultorios, clinicas e hospitais usadas como dispositivo de segurança não podem estar presentes nas salas de atendimento das consultas, nem nos espaços privativos de exames de hospitais e pronto-socorros.
O paciente, seja em consultas, seja em outros procedimentos médicos, tem absoluto direito à privacidade. Exageros que levem a exposição de dados pessoais podem resultar em processos por falta de ética.
RISCOS DA "ECONOMIA" DE EXAMES
Recentemente a ANS-Agenia Nacional de Saude Suplementar, divulgou as novas regras para os planos de saúde, incluindo exames e outros procedimentos que podem ser fundamentais para prevenir ou tratar doenças.
Naturalmente as empresas querem evitar grandes gastos de seus segurados, mas chamam isso de "procedimentos desnecessários". De qualquer forma, quando é preciso, a lei prevê o direito do cliente do plano de saúde. Afinal, se não for para tornar o risco de doenças reduzido ou tratar alguma doença, para que serve um plano de saúde?
A lenga-lenga das operadoras sobre possível abuso de exames não impede que planos de saúde sejam um negócio extremamente lucrativo. A Amil, por exemplo, comprou ao longo dos últimos anos hospitais em vários estados e cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, além de outros hospitais em municípios como Mogi das Cruzes (Hospital Ipiranga). (A.C)

























